Sally Ride, 64 anos: Primeira mulher americana no espaço é tema de Doodle


    por Thiago Barros/TechTudo – Sally Kristen Ride, astronauta dos Estados Unidos e primeira mulher norte-americana a ir ao espaço pela NASA ganhou um Doodle do Google nesta terça-feira (26). Sally Ride faria 64 anos, se estivesse viva nesta data. O Google celebra o aniversário com um doodle que varia em imagens, mostrando suas realizações. A astronauta entrou para a história em 18 de junho de 1983, parte da tripulação da Challenger, que colocou em órbita dois satélites de comunicação, a bordo de um ônibus espacial.

Sally ride foi a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço 
(Foto: Reprodução/Smithsonian National Air and Space Museum)

Carreira
    Nascida em 26 de maio de 1951 em Los Angeles, Sally formou-se em Física e Inglês pela Universidade de Stanford e foi uma das quase 8 mil mulheres norte-americanas que se cadastraram para participar do programa espacial norte-americano, no final da década de 70. Interessada pelo espaço desde criança, quando também era um talento no tênis, Ride fez o curso até o final, entre 1978 e 1979.

    Após esta graduação, Sally Ride atuou em chão na NASA, em Houston, comunicando-se com a tripulação de um ônibus espacial em duas missões, além de ter também auxiliado no desenvolvimento do projeto do braço robótico canadense que foi acoplado ao espaço de carga desta nave. Alguns anos depois veio a notícia, que faria com que ela entrasse para a história dos Estados Unidos.

    Em 1983, foi convocada para integrar a tripulação da Challenger na missão STS-7, que colocou satélites de comunicação em órbita. Assim, tornou-se a primeira norte-americana a ir ao espaço, e terceira mulher do mundo a fazer isso, após as soviéticas Valentina Tereshkova (1963) e Svetlana Savitskaya (1982).

    Sally não parou por aí. Logo no ano seguinte, participou da missão STS-41-G, também com a Challenger, e alcançou a marca de 343 horas de permanência no espaço. E só não foi para uma terceira missão porque um acidente destruiu sua nave. A tragédia matou uma de suas colegas e paralisou o programa espacial americano por quase três anos.

    Ela ficou mais quatro anos na NASA, até que em 1987 decidiu deixar a instituição e virar professora. Então, foi para Stanford, onde se formou no ensino superior, começou a lecionar física e assumiu a direção do Instituto Especial da Califórnia. Com toda essa carreira, Sally Ride virou um exeplo para as mulheres americanas. Infelizmente, faleceu em 23 de julho de 2012 devido a um câncer no pâncreas.

Prêmios e Legado
    Sally recebeu inúmeros prêmios, como o Theodore Roosevel Award (NCAA), Von Braun Award (National Space Society), Samuel S. Beard Award (Jefferson Awards) e tantos outros. Além disso, faz parte do Hall da Fama das mulheres dos Estados Unidos e do Hall da Fama dos Astronautas, tendo recebido duas medalhas de voo espacial da NASA.

    Em 2006, o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger a convidou para o Hall da Fama da Califórnia, no Museu para História, Mulheres e Artes. No ano seguinte ela entrou também para o Hall da Fama da Aviação, em Ohio. Em 2013, um tributo nacional foi feito a ela no Kennedy Center, em Washington.

    Neste mesmo dia, o presidente Barack Obama concedeu a ela, em homenagem póstuma, a Medalha da Liberdade Presidencial, maior honra que um civil pode receber nos EUA. A sua companheira de longa data, Tam O’Shaughnessy, foi quem recebeu a medalha, numa cerimônia na Casa Branca.

    A história de Sally é contada em vários livros, como “To Space & Back”, escrito por ela própria com Susan Okie, e “Sally Ride: America’s First Woman in Space”. Também é possível ver filmes que falam sobre ela, como o especial “BBC Ônibus Espacial Challenger”, no qual ela é interpretada pela atriz Eve Best.

    No site Google Doodles, o Google explicou o processo de criação do Doodle. Em um vídeo (saiba como assistir em português), a gigante de buscas conta a história e o que está por trás de cada desenho. Ao todo, são cinco ilustrações, feitas pela artista Olivia Huyhn, que mostram a versatilidade da carreira de Sally, que não somente trabalhou na NASA e foi ao espaço, como também foi física e educadora.

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