O que a Igreja ensina sobre Adivinhação e Magia

Leia a mensagem semanal do Padre Reginaldo Manzotti:
    Filhos e filhas. É importante conhecermos a Sagrada Escritura e a nossa doutrina católica, pois quanto mais conhecemos, mais amamos e mais íntimos nos tornamos de Jesus Cristo. Por isso, todos os meus programas de rádio e TV são baseados na Palavra de Deus e no Magistério da Igreja. Conforme falei no programa Experiência de Deus, na quarta-feira da semana passada, envio através desse boletim online, o texto do Catecismo da Igreja Católica sobre Adivinhação e Magia. É um texto bem complicado de se entender e espero estar ajudando.

    A leitura Orante foi do livro de Primeiro Samuel, capítulo 28, versículos 3-25. Não vou transcrevê-la aqui, somente algumas pistas:
    Saul estava em guerra contra os filisteus e quando viu o acampamento inimigo ficou com medo e tremeu. Ele foi consultar Deus, mas segundo o texto, Ele não respondeu, nem em sonho, nem na sorte, nem pelos profetas (cf. 1Sm 28,6). E Saul foi consultar uma necromante, prática que o ele próprio tinha proibido. Mas foi escondido.
    Então houve uma evocação dos mortos e Samuel foi muito claro quando disse: por que você me chamou perturbando o meu descanso? (1Sm 28, 15). 
    Sobre a evocação dos mortos a Igreja é muito clara, segue a transcrição do Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2115 a 2117: 
2115. Deus pode revelar o futuro aos seus profetas ou a outros santos. Mas a atitude certa do cristão consiste em pôr-se com confiança nas mãos da Providência Divina, em tudo quanto se refere ao futuro, e em pôr de parte toda a curiosidade malsã a tal propósito. A imprevidência, no entanto, pode constituir uma falta de responsabilidade.

2116. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (45). A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenómenos de vidência, o recurso aos médiuns, tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.
2117. Todas as práticas de magia ou de feitiçaria, pelas quais se pretende domesticar os poderes ocultos para os pôr ao seu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo – ainda que seja para lhe obter a saúde – são gravemente contrárias à virtude de religião. Tais práticas são ainda mais condenáveis quando acompanhadas da intenção de fazer mal a outrem ou quando recorrem à intervenção dos demônios. O uso de amuletos também é repreensível. O espiritismo implica muitas vezes práticas divinatórias ou mágicas; por isso, a Igreja adverte os fiéis para que se acautelem dele. O recurso às medicinas ditas tradicionais não legitima nem a invocação dos poderes malignos, nem a exploração da credulidade alheia.

    Para mais ajudar, você pode ouvir novamente os programas de quarta e quinta-feira, no Arquivo de Programas:
Espero ter contribuído! 
Deus abençoe,
a) Padre Reginaldo Manzotti

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