Os 15 tipos de homilia que os padres precisam evitar

    Como é difícil dar uma boa homilia! Mas qual será a melhor maneira de fazer uma pregação na missa?
    Na sua opinião, qual é a pior? E que dicas você, como católico, daria aos padres na hora de preparar a homilia? Bem, o que parece estar claro é o que NÃO se deve fazer. Apresentamos a seguir alguns exemplos:

1. Homilia improviso: é aquela que o sacerdote “prepara” quando está colocando a alba, o cíngulo, a estola e a casula para a santa missa.

2. Homilia livresca: homilia com muito cheiro de livro e de escrivaninha; homilia acadêmica, marmórea, mas carente de coração e de conhecimento dos ouvintes.

3. Homilia arqueológica: homilia em que o pregador quer fazer incursões em detalhes secundários sobre os fariseus, os essênios, as dracmas, os estádios, a hora sexta, o átrio, o poço… Não explica a mensagem de Deus, e sim curiosidades periféricas.

4. Homilia romântica: aquela que quer promover lágrimas, sorrisos e água com açúcar, à base de exclamações, interjeições, gritos, linguagem paternalista com adjetivos ternos, diminutivos e aumentativos.

5. Homilia demagógica: com palavras e mais palavras, quer ficar de bem com o público, traindo tanto a mensagem evangélica quanto o destinatário, desfigurando e distorcendo a doutrina de Cristo.

6. Homilia literária: mais que uma prédica sagrada, é um exercício literário ou poético.

7. Homilia antológica: aquela que se transforma numa oportunidade para recordar e trazer à colação todas as frases, sentenças, textos, poesias e definições que o pregador aprendeu de memória ou achou em seus arquivos.

8. Homilia molusco: invertebrada, gelatinosa, sem argumento, sem conteúdo, sem tema. Nem termina um tema, já começa outro.

9. Homilia tijolo: puras ideias, sem relação com a vida prática dos ouvintes. A homilia deveria chegar, por assim dizer, até a cozinha da dona de casa, até o trabalho do pai de família, até a cadeira dos estudantes… Mas a homilia tijolo é pesada demais para chegar lá.

10. Homilia espaguete: enrola, enrola, enrola… Chateia os ouvintes e os faz bocejar. 

11. Homilia cursinho: aborda muitos temas sem concretizar nenhum.

12. Homilia repetição do evangelho: não consegue tirar uma mensagem do evangelho para os ouvintes, limitando-se a ficar repetindo o que foi lido no evangelho. Será possível que o pregador seja incapaz de tecer uma homilia saborosa com uma ideia clara e bem apresentada? O ouvinte não é bobo!

13. Homilia técnica: usa o tempo todo uma linguagem teológica que as pessoas não entendem: metanoia, anáfora, parusia, epifânico, histérico, pneumático, mistagogo, escatologia, transubstanciação… A homilia não é uma aula de teologia, e sim uma conversa cordial com os ouvintes e paroquianos.

14. Homilia vira-lata: o pregador salpica a sua fala o tempo todo com gírias vulgares. Assim é rebaixada a palavra de Deus, a dignidade do profeta e a dignidade dos fiéis, que São Paulo chama de “santos no Senhor”. O pregador não deve jamais se rebaixar, pois está falando em nome de Cristo e da Igreja.

15. Homilia do mau piloto: o pregador não sabe decolar nem aterrissar. Dá voltas e mais voltas e nunca termina. Até anuncia: “E para terminar”… mas arremete de volta às nuvens… “E agora para terminar”… e lá vai de novo para mais uma volta. Por favor, termine e ponto.

    Agora que já vimos como NÃO deve ser uma homilia, compartilhe conosco que características da homilia mais o ajudam a viver bem a missa e sua vida cristã! 

Pe. Antonio Rivero, L.C.

Fonte: Aleteia/Zenit

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