O Natal afugenta o demônio e seus malefícios


Leia o texto de Gregorio Vivanco Lopes
    Aspecto pouco lembrado do Natal: as graças natalinas afugentam o demônio e seus malefícios. A Civilização Cristã sempre o entendeu assim, e numerosas lendas, cheias de beleza e ingenuidade, retratam tal realidade. A festa de Natal é a comemoração do nascimento de nosso Salvador em Belém. É a alegria pela vinda do Menino Jesus à Terra. É a Redenção que se inicia. É o gáudio de Maria Santíssima.

    A cada ano, por ocasião dessa magna data, graças especiais descem sobre os homens. São graças de suavidade, de bem-estar espiritual, de uma felicidade intensa e calma. Quanto mais uma sociedade está penetrada pela influência da Civilização Cristã, mais essas graças se fazem sentir; quanto mais ela estiver paganizada, mais as almas tendem a rejeitá-las, e então elas parecem refugiar-se nos poucos que permanecem fiéis ao sentido autêntico do Natal.

O Natal afugenta os demônios
    Mas há um aspecto do Natal que tem sido pouco lembrado ao longo dos últimos tempos: é o fato de que as graças natalinas afugentam o demônio e seus malefícios. A Civilização Cristã sempre o entendeu assim, e numerosas lendas, cheias de beleza e ingenuidade, retratam tal realidade.

    Isto não significa que tais lendas devam ser tomadas ao pé da letra em todos os seus pormenores, mas não se pode negar que, freqüentemente, elas são portadoras de verdades profundas. Ao acrescentar poesia e imaginação a certos acontecimentos natalinos, o povo miúdo de Deus consegue exprimir uma realidade espiritual mais alta, que de outro modo lhe seria difícil manifestar.

    Os teólogos estudarão com termos apropriados e precisos tais assuntos, e isto é necessário. O povo, porém, inspirado pelo Espírito Santo e guiado pelo amor de Deus, os alcança muitas vezes através de um misto de entendimento e fantasia, que deve estar sempre submisso ao olhar materno e vigilante da Santa Igreja.
 
    Traduzimos a seguir algumas lendas natalinas antigas da França e da Inglaterra.

Toque de sino exorcístico
    “O momento em que o Maligno finalmente fica reduzido à impotência é o do tilintar do primeiro toque da meia-noite de Natal”.(1)

A raiva do demônio
    “Um antigo conto de Natal nos apresenta uma descrição forte e ingênua da raiva do demônio pela vinda do Messias:

“‘Eu me enraiveço’.
O demônio, certamente,
Dentro de seu coração se enraivece,
Porque Deus vem presentemente
Salvar os filhos de Adão
E de Eva, de Eva, de Eva!

Ele reinava absolutamente
Sem nos dar trégua,
Mas esse santo acontecimento
Livra os filhos de Adão
E de Eva, de Eva, de Eva!

Cantemos o Natal altamente,
Saiamos de nosso pesadelo,
Bendigamos a salvação
De todos os filhos de Adão
E de Eva, de Eva, de Eva”.(2)

Sortilégios perdem o poder
    “No Limousin, França, percorrendo os campos, encontra-se a crença de que os malefícios, os sortilégios e todas as obras do espírito do mal perdem seu poder na noite de Natal; e que é permitido chegar até os tesouros mais escondidos, pois a vigilância dos monstros – ou dos seres preternaturais que os guardam – torna-se nula, ou seu poder suspenso”.(3)

Shakespeare recorda uma lenda
    “Dizem que, sempre na época em que é celebrado o Natal de nosso Salvador, o pássaro da aurora canta durante toda a noite; e então, nenhum espírito mau ousa vagar pelo espaço; as noites não trazem malefícios, os planetas não exercem má influência, nenhum encantamento consegue atrair, nenhuma bruxa tem o poder de fazer mal: tão abençoado é esse tempo, e tão sagrado!”.(4)

Notas:
(1) http://www.joyeux-noel.com
(2) Bíblia dos Natais, p. 33.
(3) M. G., de la Société archéologique du Limousin.
(4) Shakespeare, Hamlet, ato I, cena I.

Gregorio Vivanco Lopes
Advogado, formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Autor dos livros “Pastoral da Terra e MST incendeiam o Brasil” e, em colaboração, “A Pretexto do Combate À Globalização Renasce a Luta de Classes”.

Fonte: http://www.ipco.org.br

O liberalismo nos desfigurou
    Sentença corrente diz que a pior artimanha do demônio é fazer crer que ele não existe. Isso o deixa de mãos livres para agir sem ser receado.

    Algo semelhante se passa com o conceito de mal. Há séculos, o liberalismo moral vem inculcando a falsa ideia de que o mal não existe, e, portanto, não há pessoas más. Há apenas enganos, falhas, erros, mas nunca um ato é feito por maldade.

    Tal ideia deforma profundamente as almas e as faz imergir num sentimentalismo doentio, segundo o qual o criminoso é sempre um coitado, digno de pena e jamais de castigo.

    As prisões só são admitidas para “reeducar”, nunca para punir. A consequência desse estado de espírito enfermiço é que o mal avança a galope, toma conta das instituições, dos costumes e até das leis.

    Ao relatar a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em consequência o pecado imenso perpetrado contra Aquele que só fazia o bem, Plinio Corrêa de Oliveira comenta:
    “Toda a História do mundo, toda a História da Igreja não é senão esta luta inexorável entre os que são de Deus e os que são do demônio, entre os que são da Virgem e os que são da serpente. Luta na qual não há apenas equívoco da inteligência, nem só fraqueza, mas também maldade ? maldade deliberada, culpada, pecaminosa ? nas hostes angélicas e humanas que seguem a Satanás”.

    E o pensador segue sua linha de análise de forma corajosa, sem se preocupar nos comentários maliciosos que certamente serão perpetrados por quem não acredita: “Eis o que precisa ser dito, comentado, lembrado, acentuado, proclamado, e mais uma vez lembrado aos pés da Cruz. Pois que somos tais, e o liberalismo a tal ponto nos desfigurou, que estamos sempre propensos a esquecer este aspecto imprescindível da Paixão. Conhecia-o bem a Virgem das Virgens, a Mãe de todas as dores, que junto de seu Filho participava da Paixão”.

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