Homenagem ao Dia das Mães

Leia a reflexão do padre Reginaldo Manzotti:
Estamos na segunda semana de maio, há poucos dias do Dia das Mães, que este ano, celebramos no mesmo dia de Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio. Portanto, aproveito para escrever sobre Maria, a Mãe de todas as mães, exemplo de fé e amor para todos os seus filhos.

Concebida sem pecado, Maria é a serva fiel que se entregou totalmente a Deus e, aceitando ao convite da graça com seu “sim”, se torna um modelo de quem faz a vontade do Pai e imagem da comunidade comprometida com o plano da salvação.

Do Antigo ao Novo Testamento, muitos são os personagens exaltados, mas a nenhum outro foi reservado um papel tão especial na obra de salvação como foi o papel de Maria. Seu ventre foi o terreno fértil, no qual Deus, pelo Espírito Santo, fecundou o verbo. Jesus, Nosso Senhor e Salvador. No seio de Maria, Deus se fez uma criança e veio habitar entre nós.

O Magistério da Santa Igreja, no Concílio Vaticano II, apontou a Maria Santíssima como modelo de virtudes. A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si (CIC 1803). Na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar para vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. (Lumen Gentium, 65).

Como bem disse Santo Tomaz de Aquino “A Bem-aventurada Virgem Maria é o modelo e o exemplo de todas as virtudes”. Maria foi a serva humilde que nunca atraiu para si mesma a atenção. Encontramos, na Bíblia, pouquíssimas palavras pronunciadas por Maria.

Porém, ela foi preparada desde sempre para ser a Mãe do Filho de Deus, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica: “Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: a despeito de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser a mãe de todos os viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu quem era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria se sobressai entre (esses) humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma demorada espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia”. (CIC 489).

Maria continuou com sua missão junto aos apóstolos: “Ao final desta missão do Espírito, Maria torna-se a ‘Mulher’, nova Eva, ‘mãe dos viventes’, Mãe do ‘Cristo total’. É nesta qualidade que ela está presente com os Doze, ‘com um só coração, assíduos à oração’ (At 1,14), na aurora dos ‘últimos tempos’ que o Espírito vai inaugurar na manhã de Pentecostes, com a manifestação da Igreja”. (CIC 726).

Ela é a Mãe da Igreja, a Mãe que intercede por nós junto a Jesus. Como nas Bodas de Caná, ela continua a ver nossas necessidades e levá-las ao Filho, ao mesmo tempo continua sempre a nos dizer: “Façam tudo o que meu Filho vos disser”. (cf. Jo 2,5).

Termino citando São Francisco de Sales: “Não existe devoção a Deus sem amor à Santíssima Virgem”.

Deus abençoe e fortaleça todas as mães,
+ Padre Reginaldo Manzotti

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