Microcefalia: um alerta aos defensores do aborto


    Leia o artigo de Maria Cristina Castilho de Andrade:
    Há coisas que não consigo compreender como a defesa ao aborto provocado, que para mim é uma violação do direito à vida. Conheço pessoas que, em momento de desespero, buscaram o aborto como “solução” para manter as aparências na sociedade hipócrita ou por razões outras, contudo carregam uma dor de arrependimento que vai e vem. Uma delas, que acompanhei de perto um mês antes de morrer, entre a lucidez e o devaneio, repetia-me, com desespero, que salvasse o seu bebê. Soube, em seu velório, que, 51 anos antes, recorrera a um aborto. Embora discorde e lamente, compreendo os casos que citei acima. E não tenho dúvida alguma de que o pai da criança é, pelo menos, 50% responsável pela destruição do filho.

     Machuca-me  a  argumentação de  grupo ou individual a que se mate um ser humano em desenvolvimento, que é distinto da mãe, mas considerado sem valor para nascer. E sua condição de vulnerabilidade lhe impede a defesa.

    A partir do aumento de grávidas com diagnóstico de infecção pelo vírus da zika, de imediato pensam em incluir o direito ao aborto de bebês diagnosticados com microcefalia. Segundo o jornal “Folha de São Paulo” em 31 de janeiro, existem mulheres se submetendo a abortos clandestinos em clínicas privadas, mesmo sem a confirmação do bebê se encontrar ou não com microcefalia.

    O fundamento é o seguinte: se os exames comprovam que uma criança possui anomalias físicas ou psíquicas, se é filha de estupro, se atrapalha os projetos da mãe e/ou do pai, como lado mais fraco, destina-se, por métodos diferentes, como por uma injeção de cloreto e potássio no coraçãozinho, ao lixo hospitalar ou a terrenos clandestinos.

    No ano passado, a revista Veja – São Paulo – Ano 48/ Nº 45, entrevistou um obstetra do Hospital Pérola Byington, referência no país na realização de abortos autorizados pela Justiça. Na matéria (pág. 46), ele conta ter demitido um ultrassonografista que insistia em mostrar os batimentos cardíacos fetais e as imagens para a paciente, como forma de convencê-la a desistir. Ou seja, o profissional testemunhava que no ventre materno havia uma criatura humana. Não serviu para o hospital.

    Embora os defensores do aborto provocado proclamem com gritos as suas “razões”, não conseguirão calar os movimentos do indivíduo que habita as entranhas maternas à espera de sobreviver fora dela.

Maria Cristina Castilho de Andrade
Professora e cronista. Coordenadora diocesana da Pastoral da Mulher – Santa Maria Madalena/Magdala. Jundiaí (SP)

Fonte: http://solpaz.blogs.sapo.pt/

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