Morre, aos 85 anos, o cardeal Martini, homem de ciência e grande Pastor

O corpo do cardeal Martini chegou ontem, às 12h, à Catedral de Milão e será sepultado no dia 3, segunda-feira

Brasília, CNBB/Rádio Vaticano – Faleceu às 15h45 de sexta-feira, 31 de agosto, pelo horário de Roma, o cardeal Carlo Maria Martini. O purpurado estava com 85 anos, e sofria de Mal de Parkinson. Ele estava internado na enfermaria do Aloisianum, o Instituto Universitário de Estudos Filosóficos da Companhia de Jesus, na província italiana de Varese.
As suas condições de saúde haviam piorado inesperadamente na noite desta quinta-feira e Bento XVI, imediatamente informado, se recolhera em oração. Tendo entrado na Companhia de Jesus com apenas 17 anos, e ordenado sacerdote aos 25, o cardeal Martini foi reitor do Pontifício Instituto Bíblico e, depois, da Pontifícia Universidade Gregoriana, antes de tornar-se arcebispo de Milão, em 1980, guiando a arquidiocese até 2002.
Dentre as suas iniciativas mais importantes destacam-se a introdução, na arquidiocese, da “Escola da Palavra”, para fazer com que os leigos se aproximassem da Sagrada Escritura com o método da Lectio divina; e a “Cátedra daqueles que não creem”, promovendo uma série de encontros dirigidos a pessoas em busca da verdade. Após um longo período na Terra Santa retornou à Itália em 2008, para cuidar da sua saúde.

O corpo do Cardeal Martini chegou no sábado, às 12h, à Catedral de Milão e será sepultado no dia 3, segunda-feira, após a missa exequial, celebrada às 16h (horário local). Com o falecimento do Cardeal Martini, o Colégio cardinalício fica agora composto por 206 purpurados, dos quais, 118 eleitores e 88 não eleitores. Os cardeais jesuítas são agora 6, dos quais, 2 eleitores.

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