VI Encontro dos Jornalistas Católicos reúne profissionais de comunicação de todo Brasil

       Brasília,CNBB – Do dia 7 a 9 de junho, Brasília foi a “cidade anfitriã” que recebeu comunicadores de todo Brasil. Jornalistas de diferentes dioceses, regionais e organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), estiveram presentes para o VI Encontro dos Jornalistas. Promovido pela assessoria de imprensa da CNBB, o objetivo do evento foi, por meio da partilha entre os profissionais, desenvolver um manual de estilo e redação.  
Na noite da sexta-feira, o ecônomo da CNBB, Pe. Benedito Tadeu acolheu os participantes em nome da Conferência. 
A abertura foi marcada pela apresentação de cada regional.


       Os jornalistas puderam se apresentar e descrever o tipo de trabalho que realiza, e qual veículo e/ou diocese representa. Diversos veículos católicos, pastorais da comunicação, assessorias e organismos, como a Cáritas e os Jovens Conectados, estavam representados.

      Os profissionais e agentes da comunicação que pela primeira vez participam do encontro, manifestaram a alegria pela oportunidade de estar presente no evento. “É um prazer estar entre vocês. Espero voltar mais vezes”, disse a jornalista Joice Alves – assessora de comunicação de Três Lagoas (MS), e responsável pelo jornal da diocese –, ao se apresentar para o grupo. Mesmo profissionais experientes demonstravam a satisfação de estar no evento. É o caso de Marta Andrade, assessora de comunicação da arquidiocese de Fortaleza, que tem 20 anos trabalhando pela Igreja. Para a jornalista, cada encontro é uma experiência nova. “Estou muito emocionada, vejo várias carinhas novas”, disse a veterana.

       A primeira conferência foi ministrada pelo assessor de imprensa da CNBB, padre Rafael Vieira. O tema abordado foi: ‘A Igreja “faz notícia’?”. “Temos que buscar o aperfeiçoamento da nossa competência que é o jornalismo”, afirmou o assessor.  Padre Rafael também mencionou que “fazer jornalismo para a Igreja, não é o mesmo que fazer jornalismo para um sindicato”, por exemplo. “A Igreja é um território com limites, mas que podemos fazer muita coisa”, disse o padre lembrando da gigantesca estrutura que envolve a Igreja do Brasil.


Como escrever para novas mídias?
       Na manhã do segundo dia do VI Encontro dos Jornalistas, 8 de junho, teve início a segunda conferência do evento.  A palestra foi ministrada pela jornalista e editora de opinião do jornal Correio Braziliense, Dad Squarisi (v. foto). O tema trabalhado pela convidada foi “Como escrever para novas mídias?”. 
       De acordo com a jornalista, o mercado busca profissionais de comunicação, que trabalham com diversas mídias. “Os profissionais que querem trabalhar com uma só mídia, serão rejeitados pelo mercado”, afirma. 
       Para a comunicadora, na atualidade, os profissionais devem ser multimídia. “O mercado quer profissionais eletrônicos, que trabalham para todas as mídias”, completa.

       Para Dad Squarisi, a web dividiu o mundo em: “antes da Web”, e “depois da Web”. A jornalista argumenta, após a internet, mídias impressas como jornais e revistas, atravessam uma crise. “Uma notícia publicada em um jornal impresso, vendido pela manhã, muitas vezes já foi publicada em sites, comentada em blogs. A informação perde rapidamente a validade”, alegou.

       Durante sua exposição, a jornalista apontou algumas distinções entre o texto impresso e o texto da web. Segundo a autora, a leitura do texto impresso é feito de modo linear. O texto tem começo e fim. Já nos textos da web, Dad diz que “o leitor é dono do texto”, já que cada texto possui links, e cabe ao leitor direcionar – por meio dos links – o conteúdo da leitura.

       A palestrante afirma que após a web, foram criados novos leitores, e novos autores, e que “cada mídia tem seu ‘jeitinho’ de dizer”. Os textos da web possuem características próprias, são mais curtos, simplificados, e mais diretos, já que a web exige maior dinamismo. “Menor é melhor, menos é mais”, disse Dad. Os participantes puderam exercitar a escrita mais enxuta, sob a supervisão da jornalista.

Manual de Redação e Estilo 
       A tarde do segundo dia do VI Encontro dos Jornalistas, 9 de junho, foi dedicada aos primeiros passos para a construção do Manual de Redação e Estilo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
       A partir de suas experiências na comunicação, os participantes de todo o Brasil apontaram sugestões e critérios para produção de texto em jornal, rádio, TV, internet, e outros. O debate foi mediado pelo assessor de política da CNBB, padre Geraldo Martins com a contribuição da jornalista e editora de opinião do Jornal Correio Braziliense, Dad Squarisi (v. foto).

       A primeira ideia da construção do manual surgiu quando o padre Geraldo Martins era assessor de imprensa da CNBB. Por esse motivo, o atual assessor, padre Rafael Viera o convidou para mediar o diálogo com os comunicadores, presentes no evento, sobre quais critérios adotar na elaboração do material.

       Padre Geraldo afirmou que as regras contidas no manual não serão “impositivas”, mas que servirão para auxiliar dioceses/arquidioceses, e veículos de comunicação – de inspiração católica e leigos –, na difusão de notícias da Igreja. “O manual será uma grande contribuição à Igreja do Brasil”, acredita.

       A jornalista Dad Squarisi apontou que uma característica que o manual deve conter é que, este, deve atender à “convergência de mídias”, mas que o grande desafio é “definir a estrutura que o manual deve ter. “A grande questão é: para quem é o material?”, questionou Dad.

       A partir das premissas delimitadas, os jornalistas fizeram uso da palavra para contribuir com sua experiência vivenciada na respectiva diocese/arquidiocese/regional. Todas as sugestões foram anotadas pela assessoria de imprensa da CNBB.

Coletiva de imprensa   
       O último dia do VI Encontro dos Jornalistas (9 de junho), foi marcado por uma celebração eucarística presidida pelo secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e bispo auxiliar de Brasília (DF), dom Leonardo Ulrich Steiner. 
Em seguida, houve uma coletiva de imprensa, onde os jornalistas puderam fazer vários questionamentos atuais, junto ao secretário geral.

       Um tema comum foi a redução da maioridade penal. Dom Leonardo pode reafirmar a posição da CNBB. “O que estamos fazendo pelas crianças nas nossas periferias, e o que estamos fazendo na nossa família para transmitirmos valores às nossas crianças?”, questionou o bispo.

       Como se tratava de um encontro entre comunicadores, a importância da comunicação também foi abordada. Dom Leonardo fez um chamamento junto aos participantes. “O que estamos fazendo para que a informação da igreja chegue às pequenas comunidades?”.

       O papa Francisco também esteve entre os temas da coletiva. Dom Leonardo falou sobre “a alegria de ser cristão” do papa Francisco. “Na sua simplicidade, no seu modo direto de estar entre as pessoas, ele demonstra a alegria em ser cristão”, disse.

       Na oportunidade, os participantes também levantaram outros temas como: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ); o diálogo ecumênico; diretório de comunicação; e a demarcação de terras indígenas/construção de usinas hidrelétricas; e outros.

       Ao final da coletiva de imprensa, dom Leonardo agradeceu a presença de todos, dizendo que o VI Encontro dos Jornalistas, foi “um momento muito rico”, por ter proporcionado a partilha entre cristãos, e profissionais de comunicação de todo Brasil.

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