Ano atípico tem carnaval como “comissão de frente”



Em 2013 a Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha teve comissão de frente que representou o ‘churrasquinho’ 

Por Faustino Vicente

    Apesar de se caracterizar como ano  atípico teremos, como sempre, o nosso carnaval como “comissão de frente” de 2014.

    Quando Presidente da Associação Anhanguera da Qualidade, tivemos a felicidade de trazer para Jundiaí o maior carnavalesco da história do Brasil, o  genial Joãozinho Trinta (1933-2011).

    No Seminário sobre Criatividade e Motivação, cujo vídeo encontra-se disponível na Secretaria de Cultura de Jundiaí, ele enfatizou que o nosso carnaval é uma autêntica ópera de rua e a maior manifestação cultural ao ar livre do planeta.

    Logo após o carnaval, todas as “baterias” de marketing estarão focadas para a Copa do Mundo que, depois de 65 anos, será realizada em nosso país. Embora o Brasil surja como o grande favorito do evento, Alemanha, Espanha, Argentina e Itália são consideradas, pela imprensa esportiva, como forças capazes de provocar mais um – maracanaço -, a inesquecível  derrota para o Uruguai,  em 1950.

    Passada a Copa a classe política, que desde o ano passado articula-se para as eleições majoritárias, colocará seus “blocos nas ruas” com os mesmos monótonos discursos:  fizemos mais e melhor (situação) – fizeram menos e pior (oposição).

    O que realmente a população espera é que o foco da propaganda política deixe a mesmice de lado e debata, profundamente, projetos para as cinco reformas estruturais: política, tributária, trabalhista, judiciária e administrativa (federal, estadual e municipal), capazes de reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade.

    Essas reformas são estratégias para vencermos nossos grandes desafios: 4° ano seguido de crescimento abaixo da media dos países da América Latina, segundo previsão da Cepal, forte pressão inflacionaria, demanda maior da população por melhores serviços públicos, elevadíssima carga tributária e Custo Brasil incompatível com o retorno à população.

    Para que os eloquentes discursos, que os políticos brasileiros fizeram sobre a vida de Nelson Mandela (1918-2013), se transformem num tributo singular, esperamos que eles sigam ( apenas ) um de seus exemplos: exercer cargo eletivo público somente uma vez na vida.

    Para justificar a atipicidade deste ano, teremos o desfecho do mais famoso julgamento da nossa história política: o mensalão.

Faustino Vicente – Consultor de Empresas, Professor e Advogado – e-mail: faustino.vicente@uol.com.br – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo.

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